Sim eu sei que toda a gente já falou do Twitter, que as piadas sobre isto já estão fora de prazo à meses, que até a inicial oposição mais violenta já se converteu às maravilhas desta obra tecnológica. Mas isto é só um breve acrescento vindo de alguém a quem o Twitter, até hoje, ultrapassa.
Mais ou menos quando o Twitter, armado em vilão do Bond, dominou o mundo um pró-twitteriano, tentando demonstrar a suprema utilidade desta tecnologia, contou-me a história de um cirurgião que graças ao Twitter resolveu uma mui rara complicação operatória e salvou o paciente. Admito que até foi útil, embora seja assustador imaginar um médico a twittar de bisturi na mão. Sou da opinião que se os putos não podem usar telemóveis nas aulas para não se destrairem, os médicos (regra geral, abro excepções se com isso salvarem vidas) não podem usar Twitter na sala de operações. Digo eu que é igualmente distrativo estar a olhar para o passarinho azul a ver se alguém twittou alguma coisa nova. E o mesmo se aplica a deputados parlamentares, que em vez de estarem a resolver os problemas da nação estão a insultar-se via Twitter. O que é estupido, porque antes de haver Twitter já o Parlamento servia para insultarem-se ao vivo e convenhamos que tem muita mais piada.
Além do mais, a premissa inicial do Twitter é completamente otária e sem objectivo. Consiste em dizer exactamente aquilo que estamos a fazer naquele instante. Ora, se formos honestos a unica coisa que podemos dizer é: "Estou a escrever no twitter". Porque não passa disso. Quanto muito podemos acrescentar actividades que não implicam esforço mental e que podemos com o portátil ao colo, como: "Estou a escrever no twitter, enquanto tiro um monco"; ou "Estou a escrever no twitter, enquanto como uma bola de berlim e encho o teclado de açucar"; ou mesmo "Estou na casa de banho a escrever no twitter, enquanto percebo que já não existe papel higiénico". Fora isso é tudo mentira.
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Do correr para não ir a lado nenhum
Correr é uma actividade cansativa. Uma pessoa sua, esforça o coração, cansa as pernas, depois fica a arfar num canto que parece que vai morrer. Não consigo perceber porque raio alguém haveria de querer correr, ainda mais sem motivo aparente.
Correr porque estamos atrasados para o autocarro, ou porque vem um cão com intenções de nos arrancar um pedaço da perna a correr, também ele, atrás de nós até faz sentido. Continua a não ser agradável, mas faz sentido.
Agora, correr à beira da estrada para, sabe Deus quantos kilometros depois, dar a volta e correr outra vez para de onde viemos, sem sequer ter ido a lado nenhum, ultrapassa-me. Faz bem ao coração? Andar como uma pessoa normal também, na verdade qualquer tipo de esforço que ultrapasse ficar sentado no sofá a carregar no comando da televisão. Faz bem ao físico, emagrece e essas tretas todas? Pois claro que sim, ninguém nega isso, só em suor perderam logo dois quilos.
Mas pronto, eu que sou uma pessoa sedentária por natureza posso não compreender as subtilezas dos amantes do desporto (correcção, exercício físico, que se não há regras e ninguém ganha ninguém não é desporto). Ainda assim há coisas nessa honrosa actividade a que se chama jogging - estrangeirismo usado para descrever o acto de correr para não ir a lado nenhum - que, por muito que tente não consigo entender.
Primeiro que tudo, se querem mesmo, precisam até de, correr porquê fazê-lo debaixo do sol escaldante das duas da tarde? Se suar até perder todos os líquidos do corpo e acabar parecendo uma passa é o objectivo então tudo bem, parabéns, conseguiram. Até deixo a sugestão de correr às duas da tarde no Verão, quando estão 40º, usando um anorak e com botijas de água quente amarradas a todo o corpo, vão ver que suam mais depressa e melhor. Mas se não fôr este o objectivo... Bem, não acreditem muito na minha palavra mas correr à noite deve fazer tanto bem (ou melhor, que pelo menos não há risco de apanhar um cancro na pele).
Segundo, não percebo o porquê de fazer jogging aos pares, ou aos grupos. Jogging não é uma actividade social! Quando se está a correr o único som passível de ser feito é arfar violentamente, ou implorar por água. Nada disto é exactamente uma conversa, então porquê meu Deus ir correr com mais alguém? Será que é uma versão desportista das mulheres-vão-à-casa-de-banho-em-grupos?
Finalmente, e nem por isso menos importante, o vestuário. Sim, é preciso uma roupa confortável e minimamente arejada, especialmente quando se correr sob um sol que dava para assar frangos. Mas quando vemos um homem com uma nádega à mostra, de tão curtos que os calções são, não é uma visão muito agradável. E as mulherzinhas com camisolas mínimas, com um decote até ao umbigo, que não estão preparados para todo o impacto e balanço que têm de aguentar. Visto em câmera lenta mais parece uma versão barata do genérico das Marés Vivas, sem tanto plástico convenhamos.
Correr porque estamos atrasados para o autocarro, ou porque vem um cão com intenções de nos arrancar um pedaço da perna a correr, também ele, atrás de nós até faz sentido. Continua a não ser agradável, mas faz sentido.
Agora, correr à beira da estrada para, sabe Deus quantos kilometros depois, dar a volta e correr outra vez para de onde viemos, sem sequer ter ido a lado nenhum, ultrapassa-me. Faz bem ao coração? Andar como uma pessoa normal também, na verdade qualquer tipo de esforço que ultrapasse ficar sentado no sofá a carregar no comando da televisão. Faz bem ao físico, emagrece e essas tretas todas? Pois claro que sim, ninguém nega isso, só em suor perderam logo dois quilos.
Mas pronto, eu que sou uma pessoa sedentária por natureza posso não compreender as subtilezas dos amantes do desporto (correcção, exercício físico, que se não há regras e ninguém ganha ninguém não é desporto). Ainda assim há coisas nessa honrosa actividade a que se chama jogging - estrangeirismo usado para descrever o acto de correr para não ir a lado nenhum - que, por muito que tente não consigo entender.
Primeiro que tudo, se querem mesmo, precisam até de, correr porquê fazê-lo debaixo do sol escaldante das duas da tarde? Se suar até perder todos os líquidos do corpo e acabar parecendo uma passa é o objectivo então tudo bem, parabéns, conseguiram. Até deixo a sugestão de correr às duas da tarde no Verão, quando estão 40º, usando um anorak e com botijas de água quente amarradas a todo o corpo, vão ver que suam mais depressa e melhor. Mas se não fôr este o objectivo... Bem, não acreditem muito na minha palavra mas correr à noite deve fazer tanto bem (ou melhor, que pelo menos não há risco de apanhar um cancro na pele).
Segundo, não percebo o porquê de fazer jogging aos pares, ou aos grupos. Jogging não é uma actividade social! Quando se está a correr o único som passível de ser feito é arfar violentamente, ou implorar por água. Nada disto é exactamente uma conversa, então porquê meu Deus ir correr com mais alguém? Será que é uma versão desportista das mulheres-vão-à-casa-de-banho-em-grupos?
Finalmente, e nem por isso menos importante, o vestuário. Sim, é preciso uma roupa confortável e minimamente arejada, especialmente quando se correr sob um sol que dava para assar frangos. Mas quando vemos um homem com uma nádega à mostra, de tão curtos que os calções são, não é uma visão muito agradável. E as mulherzinhas com camisolas mínimas, com um decote até ao umbigo, que não estão preparados para todo o impacto e balanço que têm de aguentar. Visto em câmera lenta mais parece uma versão barata do genérico das Marés Vivas, sem tanto plástico convenhamos.
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
Pelo progresso cientifico
Na sequência de uma conversa na internet cheguei à seguinte conclusão. A preguiça é o motor do progresso. Grande parte das invenções foram feitas para pessoas preguiçosas. Os homens da caverna inventaram a roda. Para quê? Para que eventualmente poderem andar de carro e não se darem ao trabalho de meter um pé à frente do outro. E o comando de televisão? Para não levantarem o rabo do sofá e carregar nos botõezinhos. O email? Obviamente, para não ter a canseira de escrever uma carta, lamber o envelope, tomar banho, sair de casa, ir até aos correios e mandar a carta embora. O telemóvel? Mais uma vez para não sair do sofá para ir atender o telefone fixo. Ou mesmo para, ao andar pela rua, não andar mais meia dúzia de metros até o telefone público. E as compras pela internet? O motivo do costume, além de não ter de cansar os braços com os sacos.
E isto são só as coisas mais comuns. Porque para pessoas extraordináriamente preguiçosas há invenções extraordináriamente estranhas. Como o garfo a pilhas que roda, para as pessoas demasiado preguiçosas para enrolarem o esparguete. Ou o cone para gelado que roda, para as pessoas que nem para lamberem o gelado tem pachorra. Todas estas maravilhosas invenções rotativas, para poupar um pouco de esforço.
Assim sendo, e apenas para incentivar o progresso (note-se), vou pastar para o sofá na esperança que algum génio cientifico, inspirado pela minha inactividade, desate a inventar coisas geniais.
E isto são só as coisas mais comuns. Porque para pessoas extraordináriamente preguiçosas há invenções extraordináriamente estranhas. Como o garfo a pilhas que roda, para as pessoas demasiado preguiçosas para enrolarem o esparguete. Ou o cone para gelado que roda, para as pessoas que nem para lamberem o gelado tem pachorra. Todas estas maravilhosas invenções rotativas, para poupar um pouco de esforço.
Assim sendo, e apenas para incentivar o progresso (note-se), vou pastar para o sofá na esperança que algum génio cientifico, inspirado pela minha inactividade, desate a inventar coisas geniais.
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Dos Jeovás presistentes
Há cerca de duas semanas atrás tocaram-me à campainha. Eram duas daquelas pessoas que andam por aí a falar de Jesus e da salvação das almas e dessas tretas todas. Já tinha tido alguns encontros com gente desta mas, acreditem-me, não estava de todo preparada para o que me esperava. Normalmente, as testemunhas de Jeová só apareciam à minha porta de meses a meses, ou quando os encontrava na rua era facil dizer que tinha pressa e ir embora só com a famosa Sentinela que eles teimam em oferecer, mesmo que nunca ninguém leia.
Mas desta vez encontrei os dois Jeovás mais presistentes da história dos Jeovás. Apesar de eles terem desatado a falar de Jesus e do reino de Deus eu, por momentos, esperei realmente que eles fossem ladrões disfarçados de velhotes com um plano muito astuto para roubarem a minha televisão. Mas, para minha infelicidade, não eram. Simplesmente queriam a salvação da minha alma, o que honestamente não me interessa muito.
Ora, qualquer pessoa normal tinha, respeitosamente, os mandado para o raio que os parta, mas infelizmente sou patológicamente incapaz de ser antipática com desconhecidos e portanto fiquei ali em pé a sorrir e a fazer que sim com a cabeça, enquanto eles (na verdade apenas um deles, que a senhora que o acompanhava limitava-se a olhar estrábicamente para mim) diziam barbaridades sobre não existir evolução das espécies.
O problema não foi, de todo, aturar o discurso religioso durante meia hora. O problema é que eles decidiram continuar a salvar a minha alma. E, muito simpaticamente, disseram que voltavam para a semana para continuar a nossa conversa (nota: não é conversa quando só eles falam e eu limito-me a olhar para eles com ar de quem era mais feliz a ser cortada aos pedacinhos). Mais uma vez, uma pessoa normal teria dito que não obrigada. Eu limitei-me a inventar uma desculpa mal amanhada sobre horários irregulares que não convenceu ninguém.
E, claro, eles voltaram. E voltaram a voltar. E há duas semanas que voltam sempre e eu, em bicos de pés, espreito pela porta e vou embora, silenciosamente, fingindo que não tou em casa.
E agora debato-me com soluções mais definitivas para convencer os Jeovás a não voltarem. A primeira, e mais simples, é um papelinho na porta que diga: Não estamos interessados na salvação das nossas almas, obrigado. Existem outras soluções mais imaginativas e convincentes. Por exemplo, abrir a porta usando uma t-shirt dizendo: Eu (coração) Teoria da Evolução, o que era capaz de os assustar. Ou abrir a porta nua e dizer Desculpe, mas agora não posso. Estou a praticar sexo homossexual, com preservativo. Já agora, não diga nada ao meu marido. E com sexo, lésbicas, contracepção e adultério à mistura eles nunca mais se atreviam a pôr os pés neste antro de perdição. Ou então algo muito mais elaborado que inclui um pentagrama invertido desenhado na porta, trocar a luz do corredor por uma lampada vermelha, ligar o mp3 a umas colunas junto à porta a tocar Ramstein ou coisa assim, e sincronizar isso tudo com a campainha. Se bem que este plano tem a pequena falha de que os vizinhos e os homens da electricidade e isso pensem que somos satanicos e nos expulsem do prédio. O lado bom é que assim despistamos os Jeovás de vez!
Enquanto nenhum destes geniais planos é posto em marcha, limito-me a não abrir a porta.
Este post é basicamente a versão escrita de um debate entre as pessoas que cá moram.
Mas desta vez encontrei os dois Jeovás mais presistentes da história dos Jeovás. Apesar de eles terem desatado a falar de Jesus e do reino de Deus eu, por momentos, esperei realmente que eles fossem ladrões disfarçados de velhotes com um plano muito astuto para roubarem a minha televisão. Mas, para minha infelicidade, não eram. Simplesmente queriam a salvação da minha alma, o que honestamente não me interessa muito.
Ora, qualquer pessoa normal tinha, respeitosamente, os mandado para o raio que os parta, mas infelizmente sou patológicamente incapaz de ser antipática com desconhecidos e portanto fiquei ali em pé a sorrir e a fazer que sim com a cabeça, enquanto eles (na verdade apenas um deles, que a senhora que o acompanhava limitava-se a olhar estrábicamente para mim) diziam barbaridades sobre não existir evolução das espécies.
O problema não foi, de todo, aturar o discurso religioso durante meia hora. O problema é que eles decidiram continuar a salvar a minha alma. E, muito simpaticamente, disseram que voltavam para a semana para continuar a nossa conversa (nota: não é conversa quando só eles falam e eu limito-me a olhar para eles com ar de quem era mais feliz a ser cortada aos pedacinhos). Mais uma vez, uma pessoa normal teria dito que não obrigada. Eu limitei-me a inventar uma desculpa mal amanhada sobre horários irregulares que não convenceu ninguém.
E, claro, eles voltaram. E voltaram a voltar. E há duas semanas que voltam sempre e eu, em bicos de pés, espreito pela porta e vou embora, silenciosamente, fingindo que não tou em casa.
E agora debato-me com soluções mais definitivas para convencer os Jeovás a não voltarem. A primeira, e mais simples, é um papelinho na porta que diga: Não estamos interessados na salvação das nossas almas, obrigado. Existem outras soluções mais imaginativas e convincentes. Por exemplo, abrir a porta usando uma t-shirt dizendo: Eu (coração) Teoria da Evolução, o que era capaz de os assustar. Ou abrir a porta nua e dizer Desculpe, mas agora não posso. Estou a praticar sexo homossexual, com preservativo. Já agora, não diga nada ao meu marido. E com sexo, lésbicas, contracepção e adultério à mistura eles nunca mais se atreviam a pôr os pés neste antro de perdição. Ou então algo muito mais elaborado que inclui um pentagrama invertido desenhado na porta, trocar a luz do corredor por uma lampada vermelha, ligar o mp3 a umas colunas junto à porta a tocar Ramstein ou coisa assim, e sincronizar isso tudo com a campainha. Se bem que este plano tem a pequena falha de que os vizinhos e os homens da electricidade e isso pensem que somos satanicos e nos expulsem do prédio. O lado bom é que assim despistamos os Jeovás de vez!
Enquanto nenhum destes geniais planos é posto em marcha, limito-me a não abrir a porta.
Este post é basicamente a versão escrita de um debate entre as pessoas que cá moram.
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Dos amantes de cães
Nestes últimos meses de vida na capital descobri que os cubanos (continentais, para os não familiarizados com o termo) são gente com incomparável amor aos animais, nomeadamente aos cães. Lá na minha terrinha muita gente tinha o seu companheiro canino, que tratava com carinho e dedicação mas nada comparável aos honráveis lisboetas. Esta gente tão altruísta abdica das suas preciosas horas de sono para passear o real traseiro dos seus cães. Compreendo que os animais tenham necessidades fisiológicas que não respeitam qualquer horário, mas na minha terra funciona assim: se não tens um cantinho para que o teu cão possa cagar à vontade, uma varanda, um jardim, ou sequer uma planta de plástico, sem ter de te acordar de madrugada e te fazer ir para os 9 graus que se fazem sentir lá fora, não tenhas um cão. Eu sei que a vida num apartamento pode ser solitária e que um cão ali a ladrar compreensivamente a modos de conversa ajuda imenso. Mas pelo amor de Deus, uma criatura que provavelmente vai fazer com que apanhes uma pneumonia porque quis ir à casa de banho às três da matina não é amigo de ninguém.
Mas aguarde-se, que o amor dos continentais pelos cães ultrapassa em muito a sua capacidade de enfrentar o frio e o sono. Os continentais, pelos seus adorados caninos, enfrentam também a crise. E como? Decidindo vestir os animais com as roupas mais otárias alguma vez imaginadas pelo Homem. Primeiro, os cães têm pelo por uma razão obvia - para se defenderem do frio (excepto, claro, aqueles malfadados caniches que foram tosquiados e que parecem uma velhota com uma permanente). Não precisam de ajuda de um casaco cor-de-rosa com brilhantes ou qualquer coisa pirosa que se assemelhe. Segundo, o cão não é exactamente a criatura mais inteligente do mundo. São espertos, sim eu admito, dá para ensinar um truque ou dois, mas nada de outro mundo. Mas se alguma vez atingirem o patamar dos golfinhos, aqueles atuns inteligentes, e passarem a se reconhecer ao espelho vão acabar suicidas, que com aquelas roupas não há auto-estima que se aguente. No entanto, os donos dos cães não querem saber. Lá vão eles, todos loucos de cão na mala, para as lojinhas com camisolas e chapeus ridiculos para cães, comprar como se não houvesse amanhã. E fiquem sabendo que aquelas amostras de roupa não são baratas, que consta que rondam os 40 euros.
Fique-se já sabendo que da próxima vez que eu encontrar uma velhota com um caniche vestido de Pai Natal, com guizo incluído, dou um pontapé no raio do cão e faço pontaria para que ele vá parar a debaixo do autocarro em movimento mais próximo. As minhas sinceras desculpas ao cão, que admitamos não tem culpa nenhuma, mas é que eu simplesmente não tenho força para pontapear uma velhota tão eficazmente.
Mas aguarde-se, que o amor dos continentais pelos cães ultrapassa em muito a sua capacidade de enfrentar o frio e o sono. Os continentais, pelos seus adorados caninos, enfrentam também a crise. E como? Decidindo vestir os animais com as roupas mais otárias alguma vez imaginadas pelo Homem. Primeiro, os cães têm pelo por uma razão obvia - para se defenderem do frio (excepto, claro, aqueles malfadados caniches que foram tosquiados e que parecem uma velhota com uma permanente). Não precisam de ajuda de um casaco cor-de-rosa com brilhantes ou qualquer coisa pirosa que se assemelhe. Segundo, o cão não é exactamente a criatura mais inteligente do mundo. São espertos, sim eu admito, dá para ensinar um truque ou dois, mas nada de outro mundo. Mas se alguma vez atingirem o patamar dos golfinhos, aqueles atuns inteligentes, e passarem a se reconhecer ao espelho vão acabar suicidas, que com aquelas roupas não há auto-estima que se aguente. No entanto, os donos dos cães não querem saber. Lá vão eles, todos loucos de cão na mala, para as lojinhas com camisolas e chapeus ridiculos para cães, comprar como se não houvesse amanhã. E fiquem sabendo que aquelas amostras de roupa não são baratas, que consta que rondam os 40 euros.
Fique-se já sabendo que da próxima vez que eu encontrar uma velhota com um caniche vestido de Pai Natal, com guizo incluído, dou um pontapé no raio do cão e faço pontaria para que ele vá parar a debaixo do autocarro em movimento mais próximo. As minhas sinceras desculpas ao cão, que admitamos não tem culpa nenhuma, mas é que eu simplesmente não tenho força para pontapear uma velhota tão eficazmente.
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Bem vindo ao mundo encantado dos transportes públicos
Eu até gostava de autocarros, juro, mas desde que vim para a capital descobri que não há, neste mundo, coisa que mais me irrite.
Primeiro, ninguém no seu perfeito juízo põe musica a tocar no altifalante do telemóvel. Mesmo que essa pessoa tenha (ou julgue ter) o melhor gosto musical da história da civilização humana, existe uma grande possibilidade de que alguém, nos 50 passageiros de um autocarro, não gostar. Mas o pior é que essas personagens que adoram partilhar a sua musica tendem a ter um gosto um tanto ou quanto duvidoso, que normalmente envolve kuduro ou puntz puntz. As minhas mais sinceras desculpas a quem gosta de tais coisas, mas a mim isso às 9 da manhã quando eu ainda estou meia atordoada de sono irrita-me imenso. E quer me parecer que não é só a mim, que eu não estou a ver velhotes de bigode e cabelos brancos a dançar freneticamente ao som de Buraka.
Segundo, e isto é um mal que também aflige a minha ilhota à beira mal plantada, o forte odor corporal que se sente no autocarro. Em todos os autocarros do mundo, creio eu, deve-se sentir aquele (nada) agradável perfume a cebola e queijo podre e sabe Deus mais o quê. Mas a CP, num momento de iluminação divina, teve uma genial ideia. Colocar ambientadores para disfarçar a coisa. Resultado? Agora temos autocarros que, além do normal cheiro a homem-de-obras-no-fim-de-um-cansativo-dia, cheiram também a carro chunga que tem dados pendurados no espelho. Aquela espécie de cheiro a pinho, apesar de eu nunca na vida ter visto um pinheiro ou qualquer elemento natural com um aroma sequer remotamente parecido.
Terceiro, os engarrafamentos. Deus, eu já tinha visto engarrafamentos, mas isto aqui é o auge, o pai de todos os engarrafamentos! Nem me queixo de que existam muitos, pelo menos eu só apanhei 3 ou 4. Mas quando há um engarrafamento aqui é uma coisa que impõe respeito. Não se limita a um pedacinho de estrada. Vai quase de uma ponta a outra do percurso do autocarro. E então uma já maçadora de 25 minutos torna-se uma insuportável procissão de mais de uma hora, sempre no limite dos respeitáveis 20 km/h.
Isto sem enumerar as peculiares personagens que encontras nas viagens. Como o homem que corta as unhas e deixa-as voar livremente em direcção a uma cabeça desprotegida. Ou aqueles que comem sandes. Também as pessoas que tem um prazer imenso em contar toda a sua vida em alto e bom som, pondo-me assim ao corrente das peculariedades da vida de uma doméstica ou do quão trabalhoso é ser reformado. E ainda os casais de namorados, que mais do que se beijarem, lançam-se numa odisseia de linguas e mãos em lugares inominaveis; não é que eu seja contra os jovens e apaixonados, simplesmente prefiro não ver soft porn num autocarro em andamento.
Mas deixemos de parte o interessantissimo habitat social que são os autocarros. Tenho que referir uma peculariedade que só é possível nos electricos. Note-se, eu raramente ando em tal coisa e dos electricos novos e todos xpto não tenho (por agora) qualquer motivo de queixa. Mas nos electricos antigos descobri uma nova espécie de otários: penduras que tem como divertimento largar valentes carrolaços nos peões inocentes. Não, isto não é mito urbano, infelizmente descobri isto por experiência propria. Ora, ia eu a subir, inocentemente, uma rua em direcção à faculdade quando fui subitamente atingida por uma chapada na nuca, vinda sabe-se lá donde. Obviamente, desatei a gritar impropérios que não são dignos nem de constarem neste blog. E quando olho em volta para ver quem tinha sido o otário responsavel por tal acto, vejo um pendura no electrico. Do mal o menos que desculpou-se, gritando: "Desculpa! Pensei que eras uma velha!" Claro, era obvio, largar carrolaços em velhinhas inocentes é perfeitamente aceitável...
Primeiro, ninguém no seu perfeito juízo põe musica a tocar no altifalante do telemóvel. Mesmo que essa pessoa tenha (ou julgue ter) o melhor gosto musical da história da civilização humana, existe uma grande possibilidade de que alguém, nos 50 passageiros de um autocarro, não gostar. Mas o pior é que essas personagens que adoram partilhar a sua musica tendem a ter um gosto um tanto ou quanto duvidoso, que normalmente envolve kuduro ou puntz puntz. As minhas mais sinceras desculpas a quem gosta de tais coisas, mas a mim isso às 9 da manhã quando eu ainda estou meia atordoada de sono irrita-me imenso. E quer me parecer que não é só a mim, que eu não estou a ver velhotes de bigode e cabelos brancos a dançar freneticamente ao som de Buraka.
Segundo, e isto é um mal que também aflige a minha ilhota à beira mal plantada, o forte odor corporal que se sente no autocarro. Em todos os autocarros do mundo, creio eu, deve-se sentir aquele (nada) agradável perfume a cebola e queijo podre e sabe Deus mais o quê. Mas a CP, num momento de iluminação divina, teve uma genial ideia. Colocar ambientadores para disfarçar a coisa. Resultado? Agora temos autocarros que, além do normal cheiro a homem-de-obras-no-fim-de-um-cansativo-dia, cheiram também a carro chunga que tem dados pendurados no espelho. Aquela espécie de cheiro a pinho, apesar de eu nunca na vida ter visto um pinheiro ou qualquer elemento natural com um aroma sequer remotamente parecido.
Terceiro, os engarrafamentos. Deus, eu já tinha visto engarrafamentos, mas isto aqui é o auge, o pai de todos os engarrafamentos! Nem me queixo de que existam muitos, pelo menos eu só apanhei 3 ou 4. Mas quando há um engarrafamento aqui é uma coisa que impõe respeito. Não se limita a um pedacinho de estrada. Vai quase de uma ponta a outra do percurso do autocarro. E então uma já maçadora de 25 minutos torna-se uma insuportável procissão de mais de uma hora, sempre no limite dos respeitáveis 20 km/h.
Isto sem enumerar as peculiares personagens que encontras nas viagens. Como o homem que corta as unhas e deixa-as voar livremente em direcção a uma cabeça desprotegida. Ou aqueles que comem sandes. Também as pessoas que tem um prazer imenso em contar toda a sua vida em alto e bom som, pondo-me assim ao corrente das peculariedades da vida de uma doméstica ou do quão trabalhoso é ser reformado. E ainda os casais de namorados, que mais do que se beijarem, lançam-se numa odisseia de linguas e mãos em lugares inominaveis; não é que eu seja contra os jovens e apaixonados, simplesmente prefiro não ver soft porn num autocarro em andamento.
Mas deixemos de parte o interessantissimo habitat social que são os autocarros. Tenho que referir uma peculariedade que só é possível nos electricos. Note-se, eu raramente ando em tal coisa e dos electricos novos e todos xpto não tenho (por agora) qualquer motivo de queixa. Mas nos electricos antigos descobri uma nova espécie de otários: penduras que tem como divertimento largar valentes carrolaços nos peões inocentes. Não, isto não é mito urbano, infelizmente descobri isto por experiência propria. Ora, ia eu a subir, inocentemente, uma rua em direcção à faculdade quando fui subitamente atingida por uma chapada na nuca, vinda sabe-se lá donde. Obviamente, desatei a gritar impropérios que não são dignos nem de constarem neste blog. E quando olho em volta para ver quem tinha sido o otário responsavel por tal acto, vejo um pendura no electrico. Do mal o menos que desculpou-se, gritando: "Desculpa! Pensei que eras uma velha!" Claro, era obvio, largar carrolaços em velhinhas inocentes é perfeitamente aceitável...
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Espirito Natalicio
Eu bem sei que isto é apenas o meu segundo "Natal" na Capital, e que como tal não conheço e, certamente, não percebo os vossos costumes. Deve ser isso, porque hoje tive a infelicidade de passar pelo Terreiro do Paço de noite. Não seria nada de excepcional se não fossem as belíssimas decorações de Natal. Ora bem, elaboremos.
Eu gosto de gambiarras e decorações e isso tudo. Mas acontece que a praça do Comércio está coberta, de cima a baixo, de luzes que piscam furiosamente num tom de branco-azulado-strob-de-discoteca. À primeira vista parecia uma daquelas filmagens de guerra, em que muito ao longe se veêm explosões. Mas não. É mesmo o raio do Natal. O gosto do homenzinho que decorou aquela merda pode (é) duvidoso. Contudo, a questão é. Existem epilépticos nesta cidade. E luzes que pisquem depressa tem a tendência a fazer com que os epilépticos tenham um ataquezinho. Vai daí que gente a estrebuchar no chão e a espumar pela boca não é nada agradavel. E se eles caem para o lado errado, onde passam autocarros? Já não era mau o suficiente terem um ataque e ainda por cima são atropelados pelo 36 - Senhor Roubado?
O pior é que o mau gosto é geral. Depois de ter deixado o Terreiro do Passo e a minha mente ir lentamente acalmando, até chegar ao ponto da normalidade em que eu, ao fechar os olhos, já não vejo as luzes a piscar, dei comigo no Rossio. Qual não é o meu choque quando vejo que é o regresso das luzes assassinas, a cobrir uma fachada qualquer de um edificio. E todo o mal fosse esse! No meio da praça estava o fantastico mundo da Leopoldina, ou fosse lá o que fosse, à solta. Um maravilhoso aglomerado de cartão a imitar neve, que supostamente as criancinhas vão adorar. Eu bem me lembro dos meus tempos de criança inocente e, apesar de até hoje saber a musica do Mundo dos Brinquedos de cor, nunca achei muita piada à Leopoldina. E neve de cartolina tambem não me parece grande coisa.
Juro que antes de morar cá achava as gambiarras da Madeira más. Com cestos de uvas e vilhões (continuo sem perceber o que é que isso tem a ver com o Natal) e patinhos amarelos e anjinhos. Mas depois de hoje parece-me a coisa mais bonita do mundo. É que por lá eu ainda andava a saltitar e a cantar coisas de Natal (também é de notar que lá as iluminações começam no dia 1 de Dezembro e não no meio do Verão, praticamente, como acontece por cá). Aqui na Capital, pelo menos este ano, ando demasiado ocupada a ter alucinações induzidas pelos flashes das gambiarras que nem consigo apelar ao espirito natalicio.
Se eu, subitamente, deixar de escrever, é sinal de que entrei em estado psicotico, desatei a estrebuchar pelo chão e fui brutalmente atropelada por um autocarro.
PS.: para os continentais que não souberem o que é uma gambiarra (acontece, eu já conheci gente assim) é basicamente uma corrente de luzinhas para pôr na arvore de natal.
Eu gosto de gambiarras e decorações e isso tudo. Mas acontece que a praça do Comércio está coberta, de cima a baixo, de luzes que piscam furiosamente num tom de branco-azulado-strob-de-discoteca. À primeira vista parecia uma daquelas filmagens de guerra, em que muito ao longe se veêm explosões. Mas não. É mesmo o raio do Natal. O gosto do homenzinho que decorou aquela merda pode (é) duvidoso. Contudo, a questão é. Existem epilépticos nesta cidade. E luzes que pisquem depressa tem a tendência a fazer com que os epilépticos tenham um ataquezinho. Vai daí que gente a estrebuchar no chão e a espumar pela boca não é nada agradavel. E se eles caem para o lado errado, onde passam autocarros? Já não era mau o suficiente terem um ataque e ainda por cima são atropelados pelo 36 - Senhor Roubado?
O pior é que o mau gosto é geral. Depois de ter deixado o Terreiro do Passo e a minha mente ir lentamente acalmando, até chegar ao ponto da normalidade em que eu, ao fechar os olhos, já não vejo as luzes a piscar, dei comigo no Rossio. Qual não é o meu choque quando vejo que é o regresso das luzes assassinas, a cobrir uma fachada qualquer de um edificio. E todo o mal fosse esse! No meio da praça estava o fantastico mundo da Leopoldina, ou fosse lá o que fosse, à solta. Um maravilhoso aglomerado de cartão a imitar neve, que supostamente as criancinhas vão adorar. Eu bem me lembro dos meus tempos de criança inocente e, apesar de até hoje saber a musica do Mundo dos Brinquedos de cor, nunca achei muita piada à Leopoldina. E neve de cartolina tambem não me parece grande coisa.
Juro que antes de morar cá achava as gambiarras da Madeira más. Com cestos de uvas e vilhões (continuo sem perceber o que é que isso tem a ver com o Natal) e patinhos amarelos e anjinhos. Mas depois de hoje parece-me a coisa mais bonita do mundo. É que por lá eu ainda andava a saltitar e a cantar coisas de Natal (também é de notar que lá as iluminações começam no dia 1 de Dezembro e não no meio do Verão, praticamente, como acontece por cá). Aqui na Capital, pelo menos este ano, ando demasiado ocupada a ter alucinações induzidas pelos flashes das gambiarras que nem consigo apelar ao espirito natalicio.
Se eu, subitamente, deixar de escrever, é sinal de que entrei em estado psicotico, desatei a estrebuchar pelo chão e fui brutalmente atropelada por um autocarro.
PS.: para os continentais que não souberem o que é uma gambiarra (acontece, eu já conheci gente assim) é basicamente uma corrente de luzinhas para pôr na arvore de natal.
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Drogas-doces
Ensinaram-me os meus pais desde bem novinha que não se deve aceitar doces de estranhos porque (esta explicação saiu da boca deles, não é mera invenção) pode ter droga lá dentro. Eu cá não sei, não é como se eu fosse uma especialista na matéria, mas quer-me parecer que a droga está demasiado cara para andar a enfia-la dentro de chocolates e chicletes e a a distribuir à porta da escola. Digo eu que seria melhor negocio vende-la, que o que há mais por aí é gente disposta a pagar bom dinheiro por ela.
A teoria é a seguinte, dá-se um chocolate recheado de droga a uma inocente criancinha de 6 anos. Ela, obviamente, come o chocolate, delira com a droga e, no dia seguinte, vai correndo e saltando em direcção ao homem simpático que lhe deu o chocolate que, surpresa surpresa, é um dealer e que, vendo que a criança agarrou-se à droga/chocolate, cobra exorbitantes quantias pelo próximo doce.
Faz sentido, até eu se fosse um puto e depois de comer chocolates desatasse a ver unicórnios e duendes e coisas do género também ia querer mais daquilo. Ter um unicórnio privado é muito melhor que ver o canal panda (o baby tv era optimo, por exemplo para ver sobre efeito de acidos, que aquilo de quando em quando é bastante psicadélico).
Mas se as coisas sucedessem deste modo, penso eu que as criancinhas, à falta de dinheiro, (que quanto muito dá para comprar gomas, que, convenhamos, são bem mais baratas que droga) iam tentar pagar ao traficante com cromos e berlindes. E não me quer parecer que eles iam aceitar.
E, além do mais, eu nunca, em toda a minha vida, vi um puto de seis anos numa esquina, com ar de drogado a pedir uma moedinha. Posso ser só eu, mas parece que o negócio de oferecer droga em doces não funciona lá muito bem.
A teoria é a seguinte, dá-se um chocolate recheado de droga a uma inocente criancinha de 6 anos. Ela, obviamente, come o chocolate, delira com a droga e, no dia seguinte, vai correndo e saltando em direcção ao homem simpático que lhe deu o chocolate que, surpresa surpresa, é um dealer e que, vendo que a criança agarrou-se à droga/chocolate, cobra exorbitantes quantias pelo próximo doce.
Faz sentido, até eu se fosse um puto e depois de comer chocolates desatasse a ver unicórnios e duendes e coisas do género também ia querer mais daquilo. Ter um unicórnio privado é muito melhor que ver o canal panda (o baby tv era optimo, por exemplo para ver sobre efeito de acidos, que aquilo de quando em quando é bastante psicadélico).
Mas se as coisas sucedessem deste modo, penso eu que as criancinhas, à falta de dinheiro, (que quanto muito dá para comprar gomas, que, convenhamos, são bem mais baratas que droga) iam tentar pagar ao traficante com cromos e berlindes. E não me quer parecer que eles iam aceitar.
E, além do mais, eu nunca, em toda a minha vida, vi um puto de seis anos numa esquina, com ar de drogado a pedir uma moedinha. Posso ser só eu, mas parece que o negócio de oferecer droga em doces não funciona lá muito bem.
O Sexo e a Divindade
Considerem esta possibilidade, se Deus é omnipresente ele vê todas as vezes em que alguém, neste mundo inteiro, faz sexo. Para Ele, o mundo é a sua revista porno privada, melhor dizendo, filme porno. No entanto, a porno divina é o derradeiro upgrade em relação à pobre pornografia dos meros mortais.
Primeiro, não é apenas um casal que está em questão, nem sequer uma menage. É a maior orgia de todos os tempos, uma orgia planetária, talvez mesmo universal. Poder apreciar de incomparável ponto de vista toda essa actividade é um privilégio (dependendo, claro, do ponto de vista) digno apenas de uma divindade. E se, em adição a isso, Deus tiver a capacidade de focar a sua atenção divina onde bem lhe apetecer (e se Deus não tiver essa capacidade honestamente não sei o porquê de acreditar nele, afinal até um puto de seis anos consegue concentrar-se numa unica tarefa) então a porno divina torna-se num incomparável pay-per-view em que é possível ver todo e qualquer tipo de taras existentes neste mundo.
Agora analisemos, se Deus existe e é, por assim dizer, o maior voyer deste planeta, assistindo diariamente a centenas de deparvações, quem é a Igreja para nos andar a proibir de ter sexo fora do casamento e para fins não reprodutivos? Afinal de contas, foi a Igreja que achou de inventar que Ele é omnipresente, não eu. Agora amanhem-se com as consequências.
PS.: Este post é apenas uma divagação de uma jovem inconsequente sem intenções de ofender ninguém. A todos aqueles que acreditam, as minhas desculpas. É favor não atirar ovos à minha casa, que isso até custa a limpar.
Primeiro, não é apenas um casal que está em questão, nem sequer uma menage. É a maior orgia de todos os tempos, uma orgia planetária, talvez mesmo universal. Poder apreciar de incomparável ponto de vista toda essa actividade é um privilégio (dependendo, claro, do ponto de vista) digno apenas de uma divindade. E se, em adição a isso, Deus tiver a capacidade de focar a sua atenção divina onde bem lhe apetecer (e se Deus não tiver essa capacidade honestamente não sei o porquê de acreditar nele, afinal até um puto de seis anos consegue concentrar-se numa unica tarefa) então a porno divina torna-se num incomparável pay-per-view em que é possível ver todo e qualquer tipo de taras existentes neste mundo.
Agora analisemos, se Deus existe e é, por assim dizer, o maior voyer deste planeta, assistindo diariamente a centenas de deparvações, quem é a Igreja para nos andar a proibir de ter sexo fora do casamento e para fins não reprodutivos? Afinal de contas, foi a Igreja que achou de inventar que Ele é omnipresente, não eu. Agora amanhem-se com as consequências.
PS.: Este post é apenas uma divagação de uma jovem inconsequente sem intenções de ofender ninguém. A todos aqueles que acreditam, as minhas desculpas. É favor não atirar ovos à minha casa, que isso até custa a limpar.
Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Da falta de emprego
Porque é que vocês acham que já não há trabalho pra ninguém?
É o pessoal que vem das ilhas pra cá (Lisboa, Porto e afins) estudar e que fuma e que tem de trabalhar pra ganhar uns trocos para o tabaco. E como pagam-lhes menos porque os gajos não têm qualificaçoes, pronto... São os fumadores que deram cabo disto tudo. Vou tirar um curso pra nada, devia ser uma universitária fumadora com estatuto de trabalhador-estudante, mas é!
É o pessoal que vem das ilhas pra cá (Lisboa, Porto e afins) estudar e que fuma e que tem de trabalhar pra ganhar uns trocos para o tabaco. E como pagam-lhes menos porque os gajos não têm qualificaçoes, pronto... São os fumadores que deram cabo disto tudo. Vou tirar um curso pra nada, devia ser uma universitária fumadora com estatuto de trabalhador-estudante, mas é!
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